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Casal de Doze – Capítulo 25 (Último)

Classificação Indicativa de Casal de Doze

“Venha cá Cristina, senta no colinho do vovô que eu tenho uma história para te contar.”

Os olhos atentos da garota de apenas cinco anos de idade voltava-se para o seu avô que representava naquele instante um homem sábio, caridoso, mas maluco, havia algo de ruim nele tão profundo e tão cruel que ninguém podia imaginar o que era.

“Quando eu era muito jovem, aconteceu algumas coisas muito ruins comigo, não estou dizendo que sou assim por causa do que aconteceu, mas estou dizendo que depois daquele dia minha vida com toda a certeza mudou para sempre. Eu tinha doze anos de idade quando voltava para minha casa numa tarde nublada, o céu estava carregado com nuvens negras, e parecia que logo cairia o anoitecer…”

Pausas simbólicas eram feitas em cada frase dita por aquele velho, enquanto Cristina prestava atenção em tudo o que seu avô falava.

“Não posso dizer que eu morava longe da minha escola, mas também não era perto, a ponto de chegar em poucos minutos, mas aqueles poucos minutos eram o suficiente para ser o fim daquele Adolfo que todos conheciam. Em uma esquina me deparei com os garotos do ensino médio, eles estavam concluindo os estudos na época. Eu os conhecia da escola e inocente os cumprimentei com um sorriso no rosto, o sorriso deles era malicioso e perverso, quando voltaram-se para mim, e me convidaram para uma brincadeira num prédio abandonado que ficava ali perto, idiota de doze anos, eu fui, sem medo do que poderia acontecer…”

Cristina percebia que no olhar de Adolfo jazia uma profunda mágoa daquele passado, uma dor impossível de descrever.

“Chegando no prédio eles tiraram minhas roupas, e fizeram coisas horríveis…”

Chocada Cristina deixou um suspiro sair de seus lábios, um conto de estupro não era de ser contado para uma menina de cinco anos, que mais tarde também se tornou vítima do próprio avô.

“Eu me tornei um monstro.”

Disse Adolfo chorando, Cristina com sua pequena mãozinha foi até o rosto dele, e enxugou aquela gota salgada, e instintivamente Adolfo a beija, algo inesperado, o sabor era horrível. Tinha gosto de desespero e morte.

“Sabe o que acontece com as crianças más, Cristina?”… “Elas ficam de castigo, mas mais tarde elas saem e cometem o mesmo erro.”

Cena 1

(Delegacia/Manhã[alguns dias depois da morte de Paolla])

Analisando todos os dados, Dalila finalmente teve acesso aos dados mais pessoais que envolviam a criação de Lord Fail.

No pen Drive tinha uma gravação de Adolfo contando para Cristina como ele tinha sido abusado quando tinha doze anos de idade, e em outros vídeos ele contava como matou um a um de seus violentadores.

Por fim, Dalila põe o vídeo com a descrição “Lord Fail”.

E na tela do computador, Adolfo apareceu…

ADOLFO: Se você estiver vendo esse vídeo, certamente eu devo ter me tornado uma lenda, e minha história se tornou algo para ser lembrado para sempre… Eu sou Lord Fail.

O silêncio foi geral dentro da sala, que estavam Dalila, e Chameni acompanhando a gravação.

ADOLFO: Eu tive a ideia de criar esse justiceiro para acabar com a vida de maus feitores que fazem maldades e espalhando a destruição pelo mundo, eu tive a ideia de criar o site, e tudo mais, por fim, Rodrigo aceitou fazer o serviço sujo e recebia minhas ordens pelo computador. Eu mandei o Rodrigo matar Bianca, pois ela sabia que eu brinquei algumas vezes com minha pequenina neta, e ela estava disposta a contar toda a verdade para o mundo, e para evitar isso, eu tive que elimina-la…

A gravação continua, mas parecia de fato que o feitiço tinha virado contra o feiticeiro, Adolfo não esperava que o seu próprio ajudante, o Rodrigo o matasse. E depois Rodrigo morreu de uma maneira semelhante, quando Paolla quis assumir seu lugar.

Aquilo mais parecia uma corrente, sempre um acabando com outro, num processo repetitivo e doentio.

ADOLFO: Sabe o que acontece com as crianças más? Os pais as colocam de castigo, e quando elas saem, elas voltam a repetir os mesmos erros de sempre, por esse motivo eu eliminei todos aqueles infelizes que estavam atrapalhando minha vida, a lei os colocava de castigo na cadeia, mas pouco tempo depois eles estavam livres para cometer os mesmos crimes de antes, eu estava cansado disso, eu resolvi pôr um ponto final nisso, e eu mesmo criei a pena de morte para todos esses criminosos.

Chameni e Dalila terminaram de ver a gravação, incrédulas ao ouvir tudo aquilo, então Adolfo esteve por trás de tudo aquilo o tempo todo, e Rodrigo era apenas um peão…

DELEGADA DALILA: Caso encerrado.

A imagem desliga, e a tela fica preta…

 

Cena 2

(Casa da família Alabastro/Manhã)

A cena pouco a pouco volta a ter cor, parecia ter passado alguns meses, mas tudo estava igual. A diferença era que Cristina e Lunério se comportavam como pessoas civilizadas agora. Depois dos vários encontros com psicólogos os problemas dos dois pareciam estar sendo controlados.

CRISTINA: Lunério.

Ela deu um grito e rapidamente o menino estava em seu quarto.

LUNÉRIO: O que deseja?

CRISTINA: Em breve será meu aniversário, e eu quero um presente.

LUNÉRIO: O que você quer?

CRISTINA: Eu quero o que você mais gosta.

Sem dizer nada mais, Lunério apenas concorda e sai.

 

Cena 3

(Casa de Antônio[Estados Unidos]/Manhã)

Antônio o ex presidente da empresa The Fetish, vivia bem com sua esposa Flaviana, e seus dois novos filhos adotados.

ANTÔNIO: Minha querida recebi um convite do Gelleal para o aniversário da filha dele que será na semana que vem.

FLAVIANA: Você não acha que ficara cansativo demais irmos para o Brasil e logo voltar?

ANTÔNIO: Podemos passar alguns dias por lá, visitando alguns pontos turísticos e algumas cidades que ainda não conheço.

Na verdade tudo o que Flaviana mais queria era voltar visitar o Brasil, alegre ela abraça Antônio e o beija apaixonadamente.

FLAVIANA: Tudo bem querido.

 

Cena 4

(Casa de Margarene/Manhã)

Marcelina continuava a visitar Margarene e o pequeno Juca. Depois disso os três começaram a frequentar a igreja, e buscar por Deus para ajudar a superar aquele momento trágico na vida do pequeno menino, e tudo que envolveu a vida de Ziano.

MARCELINA: Vamos Margarene, estamos atrasadas para o culto.

MARGARENE: Já estou indo, espera eu terminar de arrumar o Juca.

Margarene procurava o tênis do neto, e saiu procurar no seu quarto deixando Juca sozinho, então ele encontra o tênis embaixo da cama, mas ficou com medo de ir pegar, e ficou aguardando, mas sua vó não voltava.

MARCELINA: Estamos atrasados…

Juca vendo que não tinha alternativa chamou por sua vó, pela primeira vez depois daquele trauma ele falou, e emocionou tanto Margarene quanto Marcelina…

JUCA: Vó…

As duas correm até o quarto do pequeno, em lágrimas Margarene abraça Juca, e de joelhos agradece.

MARGARENE: Obrigada meu Deus…

Poderia não significar muita coisa, mas Juca estaria superando aquilo, ia ser difícil, mas ele estava conseguindo superar aquele trauma aos poucos, até que um dia só existiria felicidade naquela família.

 

Cena 5

(Casa da Família Brandão/Tarde)

Cristina correu até a casa de Benio e bateu na porta, em seguida o menino abre.

BENIO: Oi Cristina.

Ela abre um sorriso.

CRISTINA: Vim aqui convidar você e seu pai para o meu aniversário.

Cristina entrega um convite para Benio, em seguida beija seus lábios.

CRISTINA: Eu estarei esperando por vocês.

Cristina sai e Benio fica sorridente, feliz por receber aquela visita tão inesperada e ao mesmo tempo tão agradável.

ED: Quem era, Benio?

BENIO: A Cristina, ela veio entregar o convite do aniversário dela.

Ed analisa o convite, ele pensou duas vezes antes de dizer que iriam, pois ele ainda sentia receio depois de ter tentando contra a vida de Gelleal.

E ainda sentia rancor pela traição de Eliane, mas ele sabia que seguir em frente ele tinha que deixar o passado para trás.

 

Cena 6

(Delegacia/Noite)

Anoiteceu e Dalila ainda fazia algumas anotações, foi quando Chameni adentrou sem pedir licença.

DLEGADA DALILA: O que está fazendo aqui?

CHAMENI: Eu vim falar sobre nossa história.

DLEGADA DALILA: Nossa história? Nós não…

Chameni beija Dalila calando sua voz de negação, aos poucos Dalila não resistiu e retribuiu o beijo, talvez as duas devessem ficar juntas depois de tudo o que aconteceu.

 

Cena 7

(Casa da Família Alabastro/Uma semana depois/Manhã)

Finalmente o grandioso dia chegou.

Cristina completava treze anos, deixando para trás a fase “doze” de sua vida. Ao seu lado estavam os meninos que a amavam, e ela precisaria deles para o seu futuro mais do que nunca.

O trauma poderia parecer ter sido superado, mas aquela dor continuava guardada ali em seu coração. Mas o seu sorriso oprimia todo o sofrimento que estava em seu passado, e finalmente chegou o bolo de dois andares, e as pessoas batiam palmas e cantavam num coral.

“Parabéns pra você, nesta data querida…”.

O bolo foi solto em cima da mesa, e Cristina tinha um último pedido a fazer para aquele dia, com os olhos fechados ela desejou com toda a força que tinha dentro de seu ser.

“Espero que o vovô queime para sempre no inferno.”

Ela assoprou as velinhas e todos aplaudiram, ela sorria.

CRISTINA: Agora quero os meus presentes.

Lunério foi o primeiro a aparecer, ele trazia em suas mãos um embrulho num plástico, e entregou para sua irmã após um abraço.

LUNÉRIO: Você vai ser muito feliz.

Cristina abre o pacote, e encontra uma cebola, feliz ela deixa uma lágrima de emoção, aquele era o “espanta monstro” que Lunério deixava na cabeceira da cama, para que tivesse bons sonhos.

CRISTINA: Obrigada.

Em seguida veio Benio trazendo em suas mãos um pacote grande, e rosa, cheio de purpurina e brilhos extravagantes que não faziam nem um pouco o estilo de Cristina, mas ela esperava por ele sorridente.

Ele entrega o pacote, em seguida abraça Cristina.

BENIO: Parabéns.

CRISTINA: Obrigada.

Por fim, Cristina abre o pacote e se depara com uma boneca com um lindo vestido rosa, ela ri discretamente, suas bonecas era tudo o que ela sempre quis ser, uma coisa vazia e sem sentimento, que não precisava sofrer, mas talvez com o tempo ela se tornaria uma boneca de luxo, ou talvez ela já tivesse se tornado uma.

CRISTINA: Venham aqui…

Cristina chamava por Lunério e Benio. Ela ficou no meio dos dois, abraçando eles, com os braços enlaçados, e sorrisos para a câmera que preparava para o disparo da foto.

CRISTINA: Eu amo vocês.

Disse ela para Lunério e Benio, a foto é tirada, e a imagem termina congelada no sorriso do trio, que expressavam uma enorme felicidade momentânea de um singelo aniversário de treze anos.

[Notas finais do Autor: Agradeço a todos por terem acompanhado Casal de Doze. Agradeço ao Daniel por postar com exclusividade para o Central, agradeço também o Renan por fazer essas imagens belíssimas da novela (que eu amei). Agradeço aos meus fieis leitores que sempre estão me prestigiando: Lidy, Samy, Gabriel, Daniel, Renan, Manoel, Levy, Juan… (Peço desculpas se esqueci de alguém). Casal de Doze realmente foi muito trabalhosa de fazer, trata-se de uma história com o tema de traumas psicológicos em crianças, e as consequências que isso pode levar. O tema abordado foi polêmico, e de fato muitas cenas eram fortes demais, na verdade queria passar isso ao leitor, todo o drama que existia em “Somente Dor”, mas agora em crianças, e multiplicar isso por uma marca eterna. Para se chegar ao Casal de Doze, eu tive que ler vários artigos de crianças revoltadas, crianças assassinas e psicopatas, tive que entender (ou tentar entender) esse mundo maluco que envolve esses traumas da infância (sendo um deles a pedofilia, e as consequências que isso pode trazer). Na verdade Cristina foi uma das personagens as quais tive mais apreso, carinho por ela, e em todas suas ações existia algo inexplicável e revoltante, mas que no fundo sempre teve uma explicação, não que isso justifique seus atos, e nem que a livre de toda a sua pena, mas isso é o que eu tentei passar, os dois lados da moeda, espero do fundo do meu coração, que todos os leitores que acompanharam tenham gostado, e até breve com minhas novas obras.]

 

FIM

Encerramento de Casal de Doze

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Casal de Doze – Capítulo 24 (Penúltimo)

Classificação Indicativa de Casal de Doze

Cena 1

(Estacionamento/Tarde)

Ficou tarde, e Gelleal saiu do escritório e voltaria para casa, sem mencionar a reunião que teve com Edward e Dalila algumas horas antes.

Assim que ele pega as chaves para abrir o carro, alguém aborda ele com uma arma, estava disfarçada uma bela mulher, e em sua camiseta estava escrito “Lady Fail”.

LADY FAIL: Parado!

Ela apontou a arma para a cabeça do empresário e ele ficou imóvel esperando que finalmente Dalila aparecesse.

DELEGADA DALILA: Está presa, Paolla Dias.

Lady Fail, a garota que assumiu o lugar de Lord Fail, e matou Rodrigo e os prisioneiros na cadeia, em seguida assumiu os assassinatos feito por pedido no blog, e agora assumia a identidade de Lady Fail.

Paolla tira a máscara, vendo que estava sem saída.

PAOLLA: Como descobriu que eu sou Lady Fail?

Dalila sorri

~~//~~

Cena 2

(Flashback/Manhã)

Chameni voltava para o escritório depois de uma conversa com Geovan, e assiste as fitas de vídeo das celas onde os prisioneiros morreram, inclusive que registrava a morte de Rodrigo por envenenamento.

Chameni e Geovan analisavam cuidadosamente, quando Chameni percebe pelo vídeo que a mulher que estava levando a comida não era a carcereira, e sim uma estranha.

Ela dá um zoom na imagem.

CHAMENI: Você conhece essa mulher, Geovan?

Geovan olha com atenção e responde logo em seguida.

GEOVAN: Sim, essa é a Paolla, ela é uma aprendiz do Lord Fail.

Chameni mata a charada na hora, Paolla matara Rodrigo para assumir o lugar dele no blog.

CHAMENI: Vamos rápido, precisamos encontrar a delegada e falar sobre isso.

~~//~~

Cena 3

(Estacionamento/Tarde)

Vendo que estava encurralada, Paolla enforca Gelleal apontando a arma para a cabeça do presidente da empresa, o usando como escudo da arma que Dalila apontava para ela.

PAOLLA: Nem mais um movimento ou eu acabo com esse maldito!

ED: Você não percebe que acabou?

Paolla encara Edward durante vários segundos, em seguida fala raivosa.

PAOLLA: Você mandou mata-lo, e agora quer desistir no meio do caminho?

ED: Eu percebi que eu estava agindo errado, agora eu sei que a minha vida ainda tem sentindo e que eu tenho que proteger a única coisa que me resta, o amor que tenho pelo meu filho…

PAOLLA: Não seja hipócrita, você nunca amou seu filho.

Edward quase chorou, aquelas palavras eram reais, mas talvez fosse necessário perder tudo para começar a dar valor para as coisas que realmente tivesse valor. E assim, Ed perdeu tudo, para então perceber o quanto devia proteger o próprio filho, dar amor e carinho, coisas que ele nunca forneceu antes.

ED: Sempre há tempo de voltar atrás.

DELEGADA DALILA: Desista Paolla…

Paolla os fita, realmente tinha acabado, e então lágrimas saem de seus olhos, toda aquela vingança nunca traria as pessoas amadas de volta, seu irmão que estava morto não voltaria, e se matasse Gelleal, Eliane também não voltaria, vendo que era inútil, Leonora solta a arma no chão.

CHAMENI: Você está presa.

Chameni coloca as algemas nos pulços de Paolla, e dava fim ao legado de Lord Fail.

Cena 4

(A caminho da Prisão/Tarde)

Paolla olhava pela janela e via todo o seu sonho indo por água a baixo, sendo movida pela vingança ela tinha acabado com o próprio sonho de ser uma modelo internacional, tudo porque sentia muita falta do irmão…

Mas agora ela estava acabada, arrependida por tudo o que havia feito, ela deixava uma lágrima cair de seus olhos, então fala entregando um pen drive para a Delegada Dalila.

PAOLLA: Pegue isso aqui Delegada.

DELEGADA DALILA: O que é isso?

PAOLLA: Isso é o arquivo X, como eu sou a última do legado de Lord Fail, eu tenho posse do arquivo mais secreto de todos, nele contém todas as respostas que vocês precisam saber, até os motivos pelo qual levaram a morte de Bianca.

Chameni dirigia a viatura, enquanto que num momento de descuido Dalila voltou-se para trás para pegar o pen drive…

Paolla entregou o pequeno objeto, mas durante sua ação ela pega o revólver de Dalila, e dispara contra a própria cabeça tirando a própria vida. Paolla preferia morrer do que continuar levando aquela vida de crimes adiante.

Com a morte de Paolla, o legado de Lord Fail morria também, ou talvez ainda tivesse alguma coisa por trás de tudo aquilo, que estava nos documentos daquele pen drive.

Cena 5

(Visão da cidade)

Alguns dias depois…

Cena 6

(Casa da família Brandão/Manhã)

Ed ficou mais próximo de Benio, agora ele levava o menino todos os dias para uma escola particular, onde ele pudesse se relacionar com outras crianças, e desenvolver laços de amizades.

Aquela não era uma manhã diferente, Ed levava o filho até a escola, e esperava o sinal tocar.

ED: Tchau filho, boa aula.

BENIO: Obrigado.

ED: Filho… Eu te amo.

Benio colocou as mãos sobre o próprio rosto e começou a chorar, ninguém além de sua mãe, disse alguma vez que lhe amava, e aquilo significava muito para o pequeno menino que feliz abraça seu pai.

BENIO: Eu também te amo.

Cena 7

(Cemitério/Tarde)

Mais uma das armações de Cristina, após insistir para que Gelleal a levasse no cemitério, ele acabou cedendo e levou a garota até aqueles túmulos.

CRISTINA: Me espere aqui.

Disse ela ordenando para que seu pai ficasse a esperando na porta do cemitério.

GELLEAL: Não demore.

Ela sorri.

Poderia ter sido apenas uma coincidência, mas Cristina já esperava encontrar Geovan entre aquelas covas.

GEOVAN: A quanto tempo.

Ele abraça a garota.

CRISTINA: O que você faz aqui?

GEOVAN: Eu venho todos os dias visitar minha amada Leonora.

CRISTINA: Eu vim ver minha mãe…

Cristina começa a chorar ao se recordar de tudo o que Adolfo havia feito a ela, mesmo com todo o apoio que recebia, e as visitas constantes a uma psicóloga, ela ainda sentia-se profundamente suja por tudo o que havia acontecido.

GEOVAN: Não chore…

CRISTINA: Será que a mamãe me perdoou por tudo o que eu fiz a ela?

Geovan a abraça.

GEOVAN: Acredite, ela te perdoou.

Graças a Geovan, Adolfo estava morto.

Geovan era amigo de Cristina, eis que certo dia ela enviou alguns vídeos para ele e pediu para que a salvasse daquele monstro, motivado pela raiva, Geovan denunciou Adolfo para Lord Fail, e o resultado foi o banho de sangue que seria a liberdade de todos.

“FIM?”

Encerramento de Casal de Doze

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Casal de Doze – Capítulo 23 (Última Semana)

Classificação Indicativa de Casal de Doze

No total morreram seis prisioneiros, contando com o Rodrigo. Todos foram envenenados. Tempo depois o registro de todos foram baixados e mandados para a sala de Chameni que deveria noticiar as mortes para a delegada Dalila.

Cena 1

(Delegacia/Escritório de Dalila/Manhã)

Chameni entra no escritório desesperada.

CHAMENI: Desculpe o incomodo, mas preciso noticiar sobre a morte de Rodrigo.

Dalila se espanta.

DELEGADA DALILA: Então temos dois “Lord Fail”.

Edward apenas observa a tudo calado.

DELEGADA DALILA: Edward sua denuncia é muito grave e se você está realmente arrependido eu preciso que você fale tudo passo a passo.

ED: Eu estava com a cabeça quente quando fiz essa loucura, minha irmã e esposa estavam mortas, eu já não tinha mais motivos para viver, a não ser me vingar do homem que tirou tudo de mim, e por esse motivo comecei a me comunicar com Lord Fail pelo blog dele.

DELEGADA DALILA: Então você pediu para Lord Fail matar Gelleal?

ED: Sim…

DELEGADA DALILA: Do que você o acusou? Porque Lord Fail não mata uma pessoa por nada.

ED: Assassinato e traição. Eu acusei Gelleal injustamente pela morte da minha esposa, Eliane, mas sei que ele não a matou, eu não sei porque fiz isso, mas eu estou aqui implorando para que vocês impeçam Lord Fail de continuar.

Dalila não estava nem um pouco contente com o que acabara de ouvir, alguém que se junta a um bandido não pode ser uma boa pessoa, porém agora era sua missão impedir que uma nova tragédia acontecesse.

DELEGADA DALILA: Vamos para a empresa The Fetish, eu vou evitar que mais mortes aconteçam.

Cena 2

(Casa da família Alabastro/Cozinha/Manhã)

Lunério vai até a cozinha e encontra Silene fazendo comida para o almoço.

LUNÉRIO: O que você está fazendo?

SILENE: O almoço.

LUNÉRIO: Você vai deixar eu almoçar também?

SILENE: Mas é claro que vou.

Ela disse num largo sorriso.

SILENE: Por que eu não deixaria?

LUNÉRIO: A mamãe não me dava comida.

Comovida, Silene não fala nada, apenas o abraça, sem graça, Lunério deixa um sorriso transparecer no rosto.

LUNÉRIO: Você poderia ser minha nova mãe… Você é gentil.

Emocionada, Silene deixa uma lágrima cair sem que Lunério perceba.

Cena 3

(Empresa Fetish/Escritório de Gelleal/Manhã)

Gelleal terminava de conferir seus e-mails, quando recebe uma mensagem intimidadora.

“Prepare-se, o seu fim está próximo.”

Cena 4

(Praça/Manhã)

Enquanto Dalila e Ed seguiram para a empresa, Chameni foi conversar com Geovan para tentar desvendar alguma coisa.

CHAMENI: Bom dia, Geovan.

GEOVAN: Por que me chamou aqui?

CHAMENI: Eu gostaria de saber se você sabe mais alguma coisa sobre Lord Fail.

GEOVAN: Como assim? Tudo o que eu sabia eu já disse a polícia.

CHAMENI: Acontece que Lord Fail morreu, e mesmo assim recebemos uma denúncia de que Lord Fail voltara a agira, você tem alguma ideia do que está acontecendo?

Geovan fica impressionado ao saber que Rodrigo estava morto, e um pouco aliviado, pois sabia que a justiça havia sido feita. Mas também ficou surpreso ao saber que o legado de Lord Fail ainda continuava.

GEOVAN: Eu me lembro que Lord Fail queria um substituto para quando alguma coisa acontecesse fora de sua presença. É provável que essa pessoa tenha assumido o posto de Lord Fail logo após a morte de Rodrigo.

CHAMENI: E você tem algum palpite de quem pode ser essa pessoa?

Geovan pensa um pouco e depois deixa responde negativamente com a cabeça.

Cena 5

(Escritório de Gelleal/Manhã)

Dalila entra sem pedir autorização, e Gelleal se irrita.

GELLEAL: O que você está fazendo aqui?

DELEGADA DALILA: Eu vim aqui para dizer que sua vida corre perigo.

Edward aparece do lado da Delegada.

GELLEAL: O que significa isso?

DELEGADA DALILA: Lord Fail tentara te matar, e eu estou aqui para sua proteção.

GELLEAL: E o que o Ed tem a ver com isso?

Eles se encaram e Edward conta toda a história desde o início.

Cena 6

(Casa da Família Alabastro/Meio-dia)

Silene arruma o almoço para as crianças, como de costume, Benio também estava à mesa…

Logo depois que eles começam a comer, Benio finalmente lembra de uma pergunta que tinha para fazer para Lunério.

BENIO: Lunério…

Chamou ele, e o menino rapidamente o encara.

BENIO: Você disse outro dia que ia me contar o motivo pelo qual você come cebola…

Cristina rapidamente se cala, ela tentou evitar que Lunério não contasse, mas achou melhor que ele falasse.

LUNÉRIO: Eu como cebola porque a minha irmã me manda comer, né Cristina.

Um pouco desconcertada Cristina solta uma lágrima…

BENIO: Por que isso Cristina?

CRISTINA: Adolfo odiava cebola, era a única maneira de manter aquele velho longe do meu irmãozinho, foi a única maneira de proteger Lunério, o fedor da cebola servia como “espanta monstro”… Quem dera eu ter comido cebola quando era mais nova…

Antes que Cristina navegasse em sua profunda tristeza, Silene fala animada.

SILENE: Vamos terminar o almoço logo que eu fiz um bolo de sobremesa.

Cena 7

(Estacionamento/Tarde)

Ficou tarde, e Gelleal saiu do escritório e voltaria para casa, sem mencionar a reunião que teve com Edward e Dalila algumas horas antes.

Assim que ele pega as chaves para abrir o carro, alguém aborda ele com uma arma, estava disfarçada uma bela mulher, e em sua camiseta estava escrito “Lady Fail”.

LADY FAIL: Parado!

Ela apontou a arma para a cabeça do empresário, e o mundo passou a girar diante dos olhos de Gelleal.

“Naquele momento senti como se toda a história estivesse se repetindo.”

 Encerramento de Casal de Doze

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Casal de Doze – Capítulo 22 (Última Semana)

Classificação Indicativa de Casal de Doze

Não estava sendo fácil, estava certo de que nunca foi fácil, porém nos últimos estava muito mais difícil que o normal.

Algumas semanas haviam se passado depois da morte de Junita, agora Cristina e Benio ficavam sob os cuidados de uma empregada, Silene, além de ter que frequentar um psicólogo diariamente.

Gelleal viu os vídeos em que sua filha sofria abusos do velho Adolfo, porém não disse nada a respeito, de acordo com ele, aquele trauma iria passar com o tempo, e Cristina iria superar.

Benio era como um fantasma na própria casa, por esse motivo vivia sempre ao lado de Cristina e Lunério, com o passar dos dias, a amizade deles só aumentava, e a superação das mortes parecia estar ocorrendo bem.

Rodrigo foi condenado, e sentenciado a trinta e um anos de regime fechado, enquanto que Geovan teve sua pena reduzida por delação premiada, e poderia  responder os processos em regime aberto.

Paolla faz sua viagem a trabalho, e volta para o Brasil poucos dias depois.

Margarene e Juca tentam superar o trauma um dia por vez, e parece que com o passar do tempo a dor estava sendo apaziguada.

Enquanto isso na delegacia…

Cena 1

(Delegacia/Escritório de Dalila/Manhã)

Algumas semanas se passaram, Dalila estava mais uma vez analisando outros dos vários casos diários que recebia, quando pela entrada principal, Edward entra desesperado.

ED: Eu preciso de ajuda.

Vendo a expressão de desespero daquele homem, Dalila se antecipa rapidamente.

DELEGADA DALILA: O que aconteceu?

ED: Acho que vou matar uma pessoa.

Cena 2

(Em algum lugar da prisão/Manhã)

Uma pessoa misteriosa chega no salto alto, vestia a farda de uma policial, em mãos ela trazia um pequeno prato de comida, os olhares dos prisioneiros olhavam a elegância e a sutileza dos passos daquela mulher, que suavemente solta o prato na cela de Rodrigo.

RODRIGO: Leva essa merda daqui, eu me recuso a comer essa porcaria.

Disse ele num tom arrogante, porem a elegante mulher o ignora, e continua soltando os pratos de comida para os outros prisioneiros, como se estivesse tratando animais, ela soltava a comida, e vinham todos correndo, famintos por comida.

Aquela era as celas preferenciais, homens ricos, eram criminosos do colarinho branco, a jovem moça distribui mais cinco pratos, e sai.

Cena 3

(Casa da Família Alabastro/Manhã)

Cristina, Lunério e Benio estavam no quarto brincando, quando Cristina pede para Lunério sair.

CRISTINA: Lunério, quero que você saia.

Obediente, o menino se levanta e sai.

Benio continua em silêncio enquanto Cristina se aproximava lentamente dele, em seguida ela beija os lábios do garoto mais uma vez.

O beijo de um jovem casal de doze anos, seria aquilo amor, ou apenas um pedido desesperado de socorro? Enquanto se beijavam os dois choravam.

Cena 4

(Casa de Margarene/Manhã)

Margarene preparava o almoço para o seu neto, quando a companhia toca e ela corre atender.

MARGARENE: Pensei que você não vinha.

Disse ela abrindo um sorriso ao ver Marcelina na porta, as duas se abraçam e Marcelina entra.

MARCELINA: Claro que eu vinha, só me atrasei um pouco porque eu estava com uns probleminhas no hospital.

Margarene e Marcelina haviam se tornado amigas, e sempre que podia Marcelina ia visitar o menino Juca.

Cena 5

(Cemitério Municipal/Manhã)

Geovan vai visitar o túmulo de sua amada Leonora.

GEOVAN: Me perdoa meu amor.

Ele começa a chorar enquanto deixa uma rosa s vermelha sobre o sepulcro de sua amada.

FLASHBACK

Gevan começa a recordar de quando estava junto com Leonora, abraçados depois de uma noite de amor.

GEOVAN: Eu quero ficar ao seu lado para sempre.

Ela sorria, um sorriso que expressava o quanto Geovan a deixava feliz.

LEONORA: Nós ficaremos para sempre…

FIM DO FLASHBACK

GEOVAN: Você prometeu que ficaria comigo pra sempre…

Lamentava ele enquanto chorava, a dor de um amor perdido não tinha cura, nem remédio, quando o amor é realmente verdadeiro, nenhum substitui.

Cena 6

(Delegacia/Escritório de Dalila/Manhã)

DELEGADA DALILA: Senta aí e me conta essa história direito.

Pediu ela tentando manter a calma.

ED: Não temos tempo, eu preciso evitar que o Lord Fail mate o Gelleal.

DELEGADA DALILA: Como é que é? Lord Fail está preso e…

Nesse momento Chameni entra no escritório desesperada.

CHAMENI: Desculpe o incomodo, mas preciso noticiar sobre a morte de Rodrigo.

Dalila se espanta.

DELEGADA DALILA: Então temos dois “Lord Fail”.

Cena 7

(Prisão/Flashback/Manhã)

Depois que aquela mulher deixou o prato na cela de Rodrigo, ele se questionou sozinho, que ele não seria capaz de se sujeitar e comer aquela comida imunda, mas não resistiu, e cedeu suas ações para a fome que o dominava.

Rodrigo começou a comer e pouco tempo depois começou a sentir um sufocamento…

RODRIGO: Socorro…

Ele sussurrou, sua voz não saia de sua garganta, e aos poucos foi caindo ao chão, até não poder mais respirar, era agoniante morrer daquele jeito, mas depois tudo ficou escuro, e acabou, Rodrigo estava morto.

“…”

Encerramento de Casal de Doze

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Casal de Doze – Capítulo 21 (Última Semana)

Classificação Indicativa de Casal de Doze

Cena 1

(Casa da Família Alabastro/Pátio)

Junita tentava se aproximar da filha, e quando acabou de terminar a palavra perdão, ela pode perceber que a respiração alterada de Cristina parou, como se o tempo tivesse parado, as folhas das árvores paravam no ar e já não caiam mais no chão, como num momento de delírio tudo estava em câmera lenta, diante dos olhos de Junita ela viu uma lágrima de desespero nos olhos da filha, ela tentou abraça-la, mas caiu na piscina antes mesmo que pudesse fazer alguma coisa.

CRISTINA: Mãe!

Gritou Cristina desesperada quando viu sua mãe cair na água e começar a se debater inutilmente.

Na beira da piscina Cristina continuou gritando desesperada vendo sua mãe se afogando e não poder fazer nada.

CRISTINA: Alguém…

Cristina caiu de joelhos e colocou as mãos sobre o rosto, tentando ocultar toda a sua dor diante de sua mãe que fenecia lentamente. A jovem menina não queria ver sua mãe morrer, não depois de ouvir o pedido de perdão de Junita…

CRISTINA: Agora é tarde, mãe… É tarde demais…

De dentro da piscina, Junita estava enfraquecida devido aos comprimidos que havia tomado, e não conseguia sair da água, ela se debatia inutilmente, indo e voltando para o fundo da água.

Sempre que olhava para fora da água, seu olhar se deparava com os olhos abatidos da filha, e pôde perceber que Cristina estava arrependida…

“Naquele momento tudo o que eu queria era abraçar minha filha, pedir perdão e dizer que tudo ficaria bem, mas eu sabia que não seria assim, eu estava morta…”

Junita fechou os olhos e em pouco tempo tudo escureceu, suas lágrimas se misturaram com a água, e seu corpo ficou flutuando sobre a água…

CRISTINA: Mãe! Mãe! Fala comigo!!! MÃEEEE!!!

Era inevitável tentar mudar o que já tinha acontecido… Cristina ficou na beira da piscina, de joelhos ela juntou as mãos, fechou os olhos e pediu em desespero.

CRISTINA: Deus… Devolva minha mãe…

A cena vai gradativamente apagando em tons de preto e branco, como se tudo estivesse acabando em câmera lenta…

Cena 2

(Casa da Família Alabastro/Tarde)

Em pouco tempo várias pessoas se aglomeraram ao redor da piscina, alguns vizinhos ouviram os gritos de Cristina, e foram ver o que tinha acontecido.

Ao lado da piscina estavam Cristina e Benio abraçados chorando, e ao lado deles Lunério que comia cebola, e dentro da água o corpo de Junita. Eles ficaram 3 horas ao lado do corpo até que aparecesse alguma ajuda.

Cristina sentia uma enorme dor, como se sua mãe fosse a única salvação de sua alma, e Benio chorava por tudo, pela morte de sua mãe Eliane, e a morte de sua tia Leonora, e agora nos braços de sua amiga Cristina, ele buscava por algo que pudesse impedir que seu mundo caísse por completo.

LUNÉRIO: O que aconteceu com a mamãe?

Perguntou o menino ao ver alguns vizinhos tirarem o corpo pálido e sem vida de dentro da água.

Cristina tocou de leve o braço de Lunério…

CRISTINA: Ela está morta.

Disse a garota derramando lágrimas dos olhos.

Lunério poderia expressar alguma emoção, qualquer sentimento que fosse que ainda pudesse restar pelo cadáver, mas ele não conseguia, apenas mordeu a cebola e suspirou.

LUNÉRIO: Ela não gosta de mim…

CRISTINA: Eu te entendo…

Nesse momento Benio decide interferir, com os olhos marejados ele sussurra.

BENIO: Não diga isso, você pode não achar, mas sua mãe sempre te amou, todas as mãe amam seus filhos, não importa o que aconteça…

Ao ouvir isso Lunério sai em silêncio, alguns vizinhos tentavam acalmar as crianças e tira-los de perto daquele corpo pálido, gelado e sem vida, mas era inútil.

Na verdade Junita amava seus filhos, porém sua vida e seus problemas pessoais acabaram a tornando uma péssima mãe, erro que ela tentou corrigir tarde demais.

Cena 3

(Aeroporto/Tarde)

Antônio e Flaviana esperavam na fila para entrarem no avião, aquele seria o final perfeito para aquele casal, que deixaria toda a tristeza e tragédia que um dia marcou suas vidas.

ANTÔNIO: Seremos felizes para sempre, minha amada.

FLAVIANA: Eu não duvido disso.

Os dois se beijam, em seguida segue rumo a viagem para uma vida nova.

Cena 4

(Casa de Ed Brandão/Tarde)

Edward chegou em sua casa, não encontrou o seu filho, porém nem se preocupou, para ele nada mais importava, ele tinha perdido esposa, irmã e o cargo desejado, sua vida estava acabada, nem Benio tinha importância naquele momento.

Ele caminhava pelos cômodos de um lado para o outro, e ignorava a aglomeração de pessoas na casa de Gelleal, em seguida ele tomou uma decisão, foi até o quarto de Leonora e abriu o blog que encontrou da outra vez.

ED: Lord Fail… Será que isso realmente é verdade?

Sem criar muita expectativa, Ed manda uma mensagem privada, e pensava já ter escolhido uma vítima.

“Queria que Gelleal Guerra Alabastro sumisse do mapa.”

O email foi enviado, e em pouco tempo depois uma resposta.

“Digite seus motivos.”

Aquilo era assustador.

Lord Fail estava de volta.

Cena 5

(Delegacia/Escritório de Dalila/Tarde)

Dalila providenciava alguns documentos para o processo de Rodrigo e Geovan, quando Chameni adentra sem pedir permissão.

CHAMENI: Está tudo bem?

DELEGADA DALILA: Sim, só preciso descobrir os motivos pelo qual Lord Fail matou Bianca.

CHAMENI: Não seria melhor interrogar o Rodrigo?

DELEGADA DALILA: Mais tarde, antes quero que você me faça um favor.

CHAMENI: Pode falar.

DELEGADA DALILA: Quero que vá até a sala de Geovan e noticie a morte de Leonora, era a namorada dele, é melhor que ele fique sabendo disso para que ele fique com mais raiva de Rodrigo, e assim fale mais o que sabe sobre o blog da justiça.

CHAMENI: Tudo bem…

Chameni sai e Dalila continua a olhar os documentos.

Cena 6

(Cela/Tarde)

Chameni chega até a sala de Geovan, e o encontra sentado, esperando sua liberdade, depois de um leve suspiro ela fala.

CHAMENI: Geovan… Precisamos conversar.

Ele a encara.

GEOVAN: Fale.

CHAMENI: Eu fui noticiada de que Leonora Brandão foi assassinada por Lord Fail na noite de ontem.

Desesperado, e incrédulo, Geovan solta gritos de raiva, com as mãos na cabeça ele não conseguia se conformar.

GEOVAN: Isso não é verdade. Ela está viva.

A expressão de seriedade de Chameni não deixava duvidas, aquilo realmente era verdade. Geovan sentiu o coração ser despedaçado e suas lágrimas não conseguiam expressar a dor que estava sentindo naquele momento.

CHAMENI: Você precisa ser forte.

GEOVAN: Não! Não! Não!

Chameni já o tinha noticiado, nada mais se podia fazer, ela virou as costas e saiu.

Cena 7

(Empresa Fetish/Escritório de Gelleal/Tarde)

Darlene chegou no escritório com uma expressão de seriedade no rosto, mas ela não foi sutil ao falar.

DARLENE: Senhor Gelleal…

GELLEAL: Sim?

DARLENE: Sua esposa está morta.

“Naquele momento eu senti uma indiferença a respeito como se a notícia tivesse vindo com uma dose de morfina, mas que pouco tempo depois, quando caiu a ficha… Chorar era inevitável.”

Encerramento de Casal de Doze

Realização

Casal de Doze – Capítulo 20

Classificação Indicativa de Casal de Doze

Cena 1

(Casa da Família Alabastro/Manhã)

Junita resgatou todas as suas forças naquele momento, e se levantou, agora sua visão estava distorcida, e ela já não conseguia mais enxergar quase nada.

JUNITA: Cristina… Eu estou aqui, não vou te deixar.

Junita adentra no quarto de Cristina, as duas se encaram.

Agora mãe e filha estavam frente a frente depois de todo um mistério desmascarado, no entanto Cristina ainda não sabia que sua mãe queria se redimir, e foi ríspida.

CRISTINA: O que você está fazendo aqui?

JUNITA: Filha… Filha…

A respiração de Junita estava ofegante, e ela não conseguia mais falar, nem se expressar direito, apenas se aproximou da filha que saiu correndo.

JUNITA: Filha…

Junita tentou seguir a filha, desceu as escadas novamente, seus passos eram lentos, na sala Cristina a esperava.

CRISTINA: Depressa, você está andando como um zumbi.

Cristina fez careta e correu para a porta dos fundos.

JUNITA: Filha eu preciso conversar seriamente contigo…

Junita a seguiu, mesmo que sua visão estivesse totalmente distorcida, tonta ela continuou a caminhar, até os fundos da casa.

Cena 2

(Delegacia/Manhã)

A delegada recebe todos os vídeos de denúncia e passa a assisti-los, as mortes causadas por Lord Fail eram várias, mas ela lia algumas mais significativas.

DELEGADA DALILA: De acordo com o histórico, Rodrigo planejou a morte de Adolfo, de Bianca, de Ziano, e Leonora, a qual morreu recentemente.

CHAMENI: Mas a morte de Ziano? Eu pensei que ele tinha morrido em um acidente.

DELEGADA DALILA: Foi o que Lord Fail queria que pensássemos, mas de acordo com o que está escrito aqui, Lord Fail sabotou o carro de Ziano, o que causou a morte daquele criminoso.

CHAMENI: Todos pareciam ter um motivo para morrer, mas eu ainda não entendo porque Bianca morreu.

Nesse momento Dalila começa a ler o histórico e não encontra nada a respeito.

DELEGADA DALILA: Podemos considerar que Rodrigo tenha cometido um erro.

CHAMENI: Será mesmo?

As duas ficam em silêncio, e o mistério continuava.

Cena 3

(Casa de Antônio/Manhã)

Antônio terminava de pegar alguns documentos quando o telefone toca.

ANTÔNIO (no telefone): Alô!?

RODRIGO (no telefone): Pai, você precisa me tirar da cadeia…

Rodrigo tinha direito a uma ligação, e naquele momento ele implorava pela compaixão do próprio pai, que estava visivelmente decepcionado com o filho.

ANTÔNIO (no telefone): Desculpe meu filho, você não é a favor da justiça? Então a deixe agir.

RODRIGO (no telefone): Você não pode estar fazendo isso comigo, você tem que me tirar daqui imediatamente.

ANTÔNIO (no telefone): Para que? Para matar mais pessoas? Esqueça meu filho, apenas deixe o tempo passar e a justiça ser feita sem precisar de derramamento de sangue.

RODRIGO (no telefone): Seu desgraçado, quando eu sair daqui o primeiro caixão que encontrar eu vou comprar pra você.

O telefone desliga, e Antônio suspira profundamente, triste pelas atitudes de seu próprio filho.

Cena 4

(Casa da família Alabastro/Quarto de Cristina/Manhã)

Lunério permaneceu no quarto de sua irmã junto com Benio.

LUNÉRIO: Então, vamos brincar?

Convidou ele, quebrando o silêncio constrangedor naquele cômodo.

BENIO: Eu não sei brincar.

Respondeu Benio abatido, ele estava preocupado com Cristina que saíra correndo da própria mãe alguns minutos atrás.

LUNÉRIO: Vamos brincar de boneca, eu te ensino como se brinca.

Diz Lunério entregando uma boneca para Benio, que sorri timidamente pegando o brinquedo.

LUNÉRIO: Agora feche os olhos enquanto segura essa boneca, aconteça o que acontecer, não pode solta-la.

Sem entender, Benio fecha os olhos e segura a boneca com as duas mãos, em sua frente Lunério se ajoelha, e baixa as calças de Benedito, que tenta recuar, mas Lunério o segura pelas pernas macias e claras como o dia, impedindo que Benio fosse a algum lugar.

LUNÉRIO: Não abra os olhos.

Lunério desce sua mão até o órgão de Benio que recua rapidamente abrindo os olhos.

BENIO: O que você pensa que está fazendo?

Lunério pega uma cebola e começa a comer.

LUNÉRIO: Você quer saber porque eu como cebola?

Lunério inclina a cabeça para o lado suavemente sorrindo.

Cena 5

(Ruas da cidade)

Ed andava desolado, com a sua irmã morta parecia que tudo agora não fazia mais sentido. Ele deixou o carro no estacionamento e foi para casa a pé, nem quis voltar para o trabalho, nem para dar satisfação, nem para nada.

Cena 6

(Escritório de Gelleal/Manhã)

Gelleal estava animado com o novo trabalho, ainda estava aprendendo a administrar tudo, quando sua nova secretária foi autorizada a entrar.

DARLENE: Com licença, senhor Gelleal.

GELLEAL: Pois não?

DARLENE: É que precisamos marcar a viagem de Paolla para a Venezuela, onde ela fara o primeiro ensaio fotográfico.

GELLEAL: Diga a ela que irei conversar com ela amanhã.

DARLENE: Tudo bem.

Darlene sai, e Gelleal continua o seu trabalho.

Cena 7

(Casa da Família Alabastro/Pátio)

Junita já estava quase se arrastando ao chão, seus passos eram cuidadosos como de uma cega sem guia, e realmente ela não via mais nada, apenas o som de Cristina a sua frente.

JUNITA: Filha…

Cristina revoltada ainda grita.

CRISTINA: O que você quer comigo, sua desgraçada, você acabou com minha vida, sua maldita!

Cristina gritava como se estivesse vendo em sua frente a imagem do seu avô Adolfo, e aquelas palavras eram tão cruéis, Junita queria apenas curar sua filha daquela dor, e reparar um erro do passado, mas seus atos estavam limitados pelos efeitos dos comprimidos.

JUNITA: Me perdoa…

A voz de Junita se calou com uma trágica e inesperada surpresa, ela acaba caindo dentro da piscina.

“Naquele momento senti a esperança morrer diante de meus olhos.”

Encerramento de Casal de Doze

Realização

Casal de Doze – Capítulo 19

Classificação Indicativa de Casal de Doze

Sempre dizem que a vida não ensina as pessoas a serem mais fortes, na verdade ela obriga. E quando tudo parece perdido, o que fazer quando a vida e a morte se tornam tão íntimas que já não se sabe se está vivendo ou sobrevivendo? Eram perguntas persistentes que rodeavam a mente de Edward Brandão, que perdeu a esposa, e agora a irmã. Que futuro ele tinha?

Cena 1

(Necrotério/Manhã)

Depois da trágica notícia, Ed fora levado até o corpo de sua irmã, pego em sua mão gelada, ele começa a chorar, horas e horas de intensas e verdadeira lágrimas.

ED: Não me deixe, minha irmã, eu te amo.

Cena 2

(Casa da Família Alabastro/Sala/Manhã)

Depois de tomar o suco, Junita chorou, ela se recordava de quando seus filhos eram dois anjinhos educados que a amavam, mas agora eles pareciam demônios.

JUNITA: O que eu fiz de errado, meu Deus? Me responda onde eu errei!

Inconformada, Junita foi até a sala, e sentou-se no sofá, então percebeu que tinha um celular rosa sobre a mesinha de centro, o celular de sua filha Cristina.

JUNITA: Vou ver o que essa pestinha tem no celular, ela deve estar vendo muito a órfã pra ter ficado desse jeito.

Quando Junita começou a ver as pastas criadas no aparelho, ela se surpreende.

JUNITA: Mas que… Que vadia!

Tinha várias fotos de homens pelados, seguidos de vídeos pornográficos, e algumas outras pastas.

Quanto mais Junita olhava, mais ela se impressionava, foi quando ela se deparou com um vídeo seu fazendo sexo com Gelleal.

JUNITA: Eu não estou acreditando nisso!

Junita foi mais a fundo, e começou a ver outras imagens mais pesadas de mutilação, e métodos de cortes, na época, Cristina estava planejando cortar o órgão sexual de Adolfo fora, o que conseguiu pouco tempo depois.

Mesmo assustada com todas aquelas revelações, Junita persistiu, ela queria ver até o final, talvez aquilo desse as respostas do motivo pelo qual Cristina era revoltada, foi quando ela encontrou uma pasta denominada: “Dormindo com o Diabo”.

Cena 3

(Imagens do celular/Flashbacks em preto e branco)

Mais uma vez Adolfo colocava o celular gravar, então jogou a neta sobre a cama, que estava apenas de vestido, e tirou a calcinha de Cristina, que começava a chorar, mesmo tão jovem, aquilo já tinha acontecido outras vezes e ela agora tinha a real certeza de que aquilo era errado.

ADOLFO: Pare de chorar sua cadela, se continuar chorando vou matar você assim como matei sua avó, ou melhor, eu mato o irmãozinho que você tanto ama.

CRISTINA: Não vovô, não mata o Lu não, eu paro de chorar, tá, eu paro…

Mas ela não parava, aquilo apenas a assombrava mais, porém ela escondia o rosto entre as palmas das mãos, e continuava chorando baixinho.

ADOLFO: É bom mesmo que você pare.

Depois de tirar a calcinha da jovem menina, Adolfo tirou a roupa e jogou perto do celular, que tapou a câmera parcialmente, fazendo com que a imagem fosse cortada, mas ainda podia-se ouvir dez minutos de choro de Cristina, e gemidos de prazer do velho Adolfo, que mais uma vez abusava da neta.

Cena 4

(Casa da Família Alabastro/Sala/Manhã)

As imagens pararam e Junita começa a chorar desesperadamente, ela correu os olhos em outros vídeos, tinha mais de vinte vídeos de sua filha sendo abusada, um de cada maneira, e ela não conseguia acreditar como tudo aquilo aconteceu e ela não havia descoberto.

JUNITA: Meu Deus! Meu Deus! Meu Deus!

Ela colocava as mãos entre seus cabelos e chorava desesperadamente.

Ali, diante de seus olhos estava o motivo pelo qual sua filha se tornara tão má e tão revoltada, e ela não conseguia acreditar, o próprio pai, Adolfo era um monstro.

Com a visão já embasada, Junita tenta se levantar, mas tonta ela cai no sofá novamente.

JUNITA: Cristina… Cristina…

Ela gritava, mas saiu apenas um sussurro, tudo estava entalado na garganta, e mais uma vez ela se levanta, tonta ela sobe as escadas com dificuldade.

Cena 5

(Delegacia/Manhã)

Agora Dalila estava frente a frente com Rodrigo, e queria respostas para todos os seus crimes, e o porque ele estava fazendo aquilo.

DELEGADA DALILA: Agora me fale, tudo sobre seus crimes.

RODRIGO: Me chamou de amador, mas parece que a amadora aqui é você, acha mesmo que eu vou contar alguma coisa?

Rodrigo ri sadicamente da cara da delegada.

DELEGADA DALILA: Se não quiser cooperar conosco vai ser bem pior.

RODRIGO: Vai morrer esperando.

Dalila tentou argumentar, mas não conseguia, Rodrigo estava irredutível, eis que pouco tempo depois, Chameni adentra na sala.

CHAMENI: Os crimes foram solucionados.

RODRIGO: Como assim?

CHAMENI: Você deixou seu blog logado seu trouxa, com a ajuda de pessoas experientes no assunto foi possível acessar seus documentos pessoais que descreveu todas as mortes até agora, e as vítimas para os próximos três dias.

RODRIGO: Maldita.

DELEGADA DALILA: Quem é o amador agora?

Comemorou Dalila a vitória.

DELEGADA DALILA: Leve esse indigente para a cela.

CHAMENI: Sim delegada.

DELEGADA DALILA: E mande os documentos para a minha sala.

Chameni faz afirmação com a cabeça e sai levando Rodrigo.

Cena 6

(Sala de Antônio/Manhã)

Flaviana entra e encontra Antônio arrumando suas últimas coisas.

FLAVIANA: Tudo bem com você?

ANTÔNIO: Nem um pouco, recebi uma ligação da Delegada Dalila, meu filho acaba de ser preso.

Flaviana fica surpresa.

FLAVIANA: Eu sinto muito.

ANTÔNIO: Não se preocupe, ele mereceu.

FLAVIANA: Mas o que ele fez?

ANTÔNIO: No caminho eu te conto.

FLAVIANA: Caminho? Vamos para onde?

ANTÔNIO: Vamos para a Alemanha, e depois conhecer a Europa toda.

Surpresa Flaviana abraça Antônio e comemora junto a ele.

FLAVIANA: Quando viajamos?

ANTÔNIO: Hoje mesmo.

Flaviana fica animada com a novidade e beija Antônio, algum tempo depois os dois saem juntos para arrumar as malas, e seguir viagem, já que as passagens já haviam sido compradas há um tempo. Antônio já tinha tudo planejado.

Cena 7

(Casa da Família Alabastro/Manhã)

Com muita dificuldade Junita subiu para o segundo andar, trambaleando as pernas ela não entendia ao certo como estava naquele estado, mas era o efeito dos comprimidos que Lunério colocou em seu suco.

JUNITA: Cristina… Cristina…

Junita chorava, ela queria abraçar sua filha naquele momento, e dizer que aquilo tudo ia passar, ela queria pedir perdão, ela estava desesperada, eram tantos sentimentos que tomavam sua cabeça, e ela achava que aquilo a deixou fragilizada, e por isso estava tonta, tremia, não conseguia falar direito, e seus passos eram em falso, antes de chegar ao quarto da filha, ela caiu, uma lágrima ainda jazia em seu olhar.

FLASHBACK

Era o aniversário de seis anos de Cristina, todos estavam reunidos em volta da mesa, e Cristina um pouco desanimada batia palmas.

JUNITA: O que foi minha filha?

Cristina a abraçou naquele momento, um abraço desesperado, como se fosse um pedido de socorro, e chorou ao ver seu avô a fitando com ódio naquele momento.

JUNITA: Me fale minha filha, porque você está chorando?

CRISTINA: Porque eu te amo mamãe, te amo muito, não me deixa… Não me deixa…

JUNITA: Que bobagem minha filha, eu nunca te deixaria…

As duas continuam abraçadas, e Cristina continua chorando.

FIM DO FLASHBACK

Junita resgatou todas as suas forças naquele momento, e se levantou, agora sua visão estava distorcida, e ela já não conseguia mais enxergar quase nada.

JUNITA: Cristina… Eu estou aqui, não vou te deixar.

Junita adentra no quarto de Cristina, as duas se encaram.

“Naquele momento senti que precisava abraçar minha filha, e dizer o quanto eu estava arrependida de tudo o que fiz.”

Encerramento de Casal de Doze

Realização