‘Babilônia’ perde 18 capítulos e será terceira novela mais curta da faixa das 21h

Babilônia

Central – A direção da Globo decidiu na última sexta-feira encurtar ‘Babilônia’. Projetada para ter 161 capítulos, a novela vai acabar no 143º episódio. Ao lado de ‘Em Família’ (2014), será a terceira novela das oito ou das nove mais curta dos 50 anos da Globo _só terá mais capítulos do que ‘Anastácia’ (1967), com 125 episódios, e ‘Sangue & Areia’ (também de 1967), com 135.

A trama de Gilberto Braga, Ricardo Linhares e João Ximenez Braga perderá três semanas no ar. O último capítulo, que seria apresentado em 18 de setembro, será veiculado agora 28 de agosto. O motivo do encurtamento é a baixa audiência. Com média de 25 pontos na Grande São Paulo, ‘Babilônia’ tem o pior ibope das 20h/21h desde que a Globo assumiu a liderança, na virada dos anos 1960 para os 1970.

Os trabalhos de ‘A Regra do Jogo’ (ex-‘Favela Chic’), de João Emanuel Carneiro, foram acelerados. Com a estreia marcada agora para 31 de agosto, a novela começará a ser gravada nas próximas semanas. Recém-egressa de Alto Astral, a atriz Giovanna Lancellotti teve que cancelar uma viagem de férias. Terá apenas uma semana de folga. Começa a trabalhar na semana que vem.

Executivos da Globo confirmam a redução de Babilônia, mas não consideram certo dizer que a produção foi encurtada, uma vez que novelas, por serem obras abertas, só ficam prontas quando terminam. Mas o fato é que havia uma previsão de 161 capítulos para ‘Babilônia’. Poderia ser estendida, como aconteceu com ‘Império’ (203 episódios) e com ‘Amor à Vida’ (221), mas se optou pelo abreviamento.

Nas últimas semanas, a Globo lançou uma ofensiva para recuperar Babilônia. Após pesquisas detectarem rejeição ao excesso de mau-caratismo e de realidade na novela, a primeira providência foi evitar que Alice, personagem de Sophie Charlotte, virasse prostituta. Ela se tornou uma mocinha mais tradicional, para compensar a falta de empolgação do público com Regina (Camila Pitanga).

Depois, a Globo tratou de acelerar a trama envolvendo entre Inês (Adriana Esteves) e Beatriz (Gloria Pires). O que era para ser uma relação de inveja movida a chantagem, virou uma relação de ódio com o objetivo de vingança. Um segredo que Inês guardaria até por volta do 90º capítulo veio à tona no final do primeiro mês: na adolescência, Beatriz seduzira o pai de Inês, e ele se matou na cadeia.

Com a trama mais ágil, Inês divulgou um vídeo que mostrava Beatriz beijando o pai de Regina, Cristóvão (Val Perré), que a vilã matou no primeiro capítulo. Em seguida, Beatriz tentou matar Inês. Na semana que vem, ela liquidará uma testemunha do primeiro crime.

A novela também teve mudanças de ordem moral. Beatriz, que seria uma “devoradora” de homens, passou a se relacionar apenas com um amante. Bombardeados por parlamentares evangélicos, beijos entre duas senhoras lésbicas, interpretadas por Fernanda Montenegro e Nathalia Timberg, ficaram restritos ao primeiro e terceiro capítulos. E o personagem de Marcos Pasquim, Carlos Alberto, que seria um “gay enrustido”, não teve sua homossexualidade desenvolvida na história, ele será heterossexual.

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